A forma como defendemos nossos pontos-de-vista.

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A forma como defendemos nossos pontos-de-vista.

Foto Lula Marques/Liderança do PT na câmara.

Há os que gritam “Marielle não está mais presente”.
E estes debatem com quem diz “Marielle está presente!”.
 

Tanto um grupo quanto o outro se mostra conhecedor de uma verdade, mas o que
parece não estar presente entre todos nós é a capacidade de argumentar melhor sobre nossas opiniões e sustentar uma narrativa que faça sentido. Bom, pelo menos a perplexidade e indignação diante da violência, essa parece estar entre a gente ainda.

Quando levamos isso para o ambiente dos negócios, essa dificuldade fica bem nítida.

É um tal de:

“O cliente não entendeu nada da proposta.”
“A reunião foi chata, demorada.”
“O fornecedor leu tudo errado o que eu enviei por e-mail.”
“Tava redondinho o projeto! Mas na apresentação pra Diretoria bateu na trave.”
“Você não captou o que eu quis dizer.”

Quer uma resposta bastante possível para tanta angústia? História mal contada,
ideia mal vendida.

E achar onde está Wally pode parecer bem mais simples do que você imagina.

Dica 1
Faltou entender o que o seu público desejava.

Dica 2
Faltou construir uma mensagem central clara na sua venda.

Dica 3
Faltou captar qual o objetivo chave da sua argumentação.

Dica 4
Faltou criar uma história que convença.

Dica 5
Faltou dar um layout bacana ao seu discurso.

Ou faltou tudo isso junto e misturado. Principalmente porque nenhum conteúdo se sustenta, por mais incrível que seja, se não estiver amarrado com um bom design.

Mas, calma, não fiquem chateados ao ler isso, porque tenho certeza que tecnicamente você tinha todos os argumentos na mão para dar um show. O que faltou a você falta a muitos profissionais e empresas com bastante frequência.

Pegue uma apresentação corporativa ou pitch de vendas e analise isso. Quantas você já viu que tinham até um conteúdo interessante, mas estavam muito feias, confusas, poluídas de elementos.

Afastaram o olhar, dispersaram a audiência, espantaram o coração.

E se tem uma coisa que jamais podemos fazer quando criamos um storytelling de negócios
é isso, menosprezar a narrativa visual do que contamos.

Apresentações servem para nos conectar da melhor forma com o nosso público, torná-los apaixonados como nós pelo que defendemos. É como um vestido lindo na vitrine que nos atrai pelo tecido, textura, cor, forma, estilo. A gente quer ser ver dentro dele o mais rápido possível. Ou, com um exemplo mais a ver com os meninos: é como a Ferrari passando ao seu lado com seu ronco adrenalizante, impossível não se projetar ao volante dela.

Faça suas apresentações serem as mais potentes e maravilhosas também. Conte a sua história com todo o brilho e vigor. No conteúdo e na forma.

Porque para estar sempre vivos na lembrança e escolha das pessoas e clientes, você ou
sua empresa têm que ser um pouco como a figura agora imortal da socióloga e vereadora Marielle Franco. Presentes até quando não estão mais presentes.

Por Cintya A Nunes
Colaboradora da Salamarela, redatora publicitária, produtora de conteúdo, storyteller ou, se preferir, contadora de histórias corporativas com finais felizes.

Cintya A. Nunes

Graduada em Comunicação com habilitação em Publicidade
e Propaganda pela ECA-USP.
Redatora Publicitária & Produtora de Conteúdo. 20 anos de experiência na área, trabalhando em agências dos mais variados perfis, sempre produzindo conteúdo, criando conceitos e colaborando com marcas e empresas a se comunicarem de forma eficiente com o seu público.
Clientes atendidos: Banco Itaú, Santander, Havaianas, Volkswagen, GM, BRF, Natura, O Boticário e muitos outros.