O maior erro que cometi na minha primeira palestra, e o que aprendi.

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Antes de me tornar professora e fundar a Salamarela em 2015, eu era diretora de arte em uma consultoria de branding. E, o que isso tem de relevância neste artigo? Eu não precisava me expor. Entrava e saía da agência quase que invisível. Falar com cliente? Raras foram as vezes. Era eu quem fazia as apresentações para todo o time de planejamento, mas não era eu quem as apresentava.

O que mudou desde que fundei a Salamarela?

Muita, muita coisa. E, daria quase um livro se fosse escrever a respeito de todas as transformações pelas quais passei nestes quase 4 anos. Mas, uma das mudanças mais significativas foi sobre como falar em público.

E, para falar sobre como enfrentar uma plateia, vou contar como foi a minha primeira vez palestrando.

Sou professora e ministro cursos de apresentação, o I Love PPT e o PPTOP, oriento profissionais na elaboração de conteúdos e como podem criar visualmente slides impactantes e que comuniquem. Perceba que não falo sobre como se tornar um grande orador, e sim, como criar uma narrativa eficiente para a sua apresentação.

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A minha primeira palestra.

No ano passado fui convidada para palestrar para um grupo de jovens aprendizes, integrantes de uma Ong aqui de São Paulo, com a missão de motivar, inspirar essa moçada a correr atrás dos seus sonhos. Junto comigo, estavam alguns colegas empreendedores e profissionais que cresceram na carreira e tinham histórias de superação e muita resiliência.

A preparação.

Toda apresentação precisa de uma preparação e foi o que fiz.

Primeiro, me certifiquei do tema, público, TEMPO e espaço onde aconteceria o evento. E, só daí, construí o meu discurso. Busquei uma parte da minha história, que realmente fizesse sentido para as pessoas que iriam me ouvir. Afinal, não é qualquer história, que faz de uma apresentação ser um show. A melhor história é aquela que as pessoas se conectam, e levam para casa uma mensagem que pode agregar de alguma forma as suas vidas. Feito isso, criei os meus slides, dando forma ao meu conteúdo. E, o mais importante, que o visual me ajudasse a contar a minha mensagem.

Tudo quase pronto, só faltava treinar. E, foi o que fiz até o dia da minha apresentação.

Mas enfim, onde foi que errei?

Eu tinha 15 minutos para palestrar, e estava pronta para esse tempo.

 A palestra começou, tudo corria como o previsto. Decorridos 5 minutos,  a organizadora do evento passa com uma placa escrito, faltam 5 minutos. Naquele momento gelei, minha voz embargou e travei. Me senti vulnerável, a emoção havida tomado conta de mim. Como iria transmitir a minha mensagem, treinada para 15 minutos em 10 minutos?

Aí lembrei do livro que tinha lido da Brené Brown – A coragem de ser imperfeito. No livro, ela fala sobre vulnerabilidade, do medo que temos do julgamento do outro quando estamos expostos. Somos treinados para sermos perfeitos, e que não nos permitimos falhar. E, quando algo saí fora do planejado, o medo nos domina e quanto mais vulneráveis ficamos, mais medo temos.

Passados os segundos do impacto, deixei de lados os slides e falei para a plateia:

– Acabei de saber que só tenho mais 5 minutos, e tinha muita coisa para contar, mas o principal que preciso falar vocês...E foi assim, que consegui, me reconectar comigo e com a plateia. Para alguns improvisei, para mim foi mais do que um improviso, foi de fato entender a importância do discurso e o que eles não poderiam deixar de saber de toda a minha palestra.

No final, consegui transmitir a minha mensagem. Porém, se eu tivesse me preparado para um plano B, não teria passado tanto sufoco e a minha performance, com certeza, teria sido muito melhor.

O que aprendi depois de 10 minutos de exposição.

Para falar em público, além de se preparar é preciso se conhecer, saber suas limitações e como fazer do limão uma limonada. Não é fácil! Ter autoconhecimento é respeitar as suas fraquezas, aprender a lidar com elas e como pode transformá-las em pontos mais fortes.

É entender com as técnicas de oratória podem facilitar a nossa comunicação.  Postura, tom de voz, expressão corporal, entonação, vestuário, vocabulário, entre outros conhecimentos que se usados de forma natural, não causam ruídos e sim, nos auxiliam na nossa performance.

Depois que compreendi as minhas falhas e entendi como usar as técnicas de oratória, fui em busca de profissionais que pudessem ajudar as pessoas a se comunicarem com mais eficiência, e que juntos pudéssemos trazer um curso relevante para os alunos. Com objetivo de apresentar ferramentas úteis de oratória, tanto para apresentações do dia a dia quanto para aqueles momentos de maior exposição.

Você também pode transformar a sua comunicação.

Aprendendo sobre autoconhecimento, técnicas de oratória e storytelling, a possibilidade de você criar uma apresentação impactante e envolvente é muito maior do que acreditar que não é capaz ou simplesmente achar que o conhecimento não faz a diferença.

No curso ECO da Salamarela você aprenderá ferramentas de comunicação eficiente, autoconfiança e roteirização para potencializar suas habilidades e conquistar a sua audiência.

Saiba mais sobre o nosso curso, acesse o nosso site www.salamarela.com.br.
E, se você já quer fazer a sua inscrição, escreva para a gente: querofazer@salamarela.com.br

Afinal, comunicação não é o que você diz e sim, o que os outros entendem.

Por Nelise Cardoso
Fundadora da Salamarela, publicitária e professora que acredita que se compartilharmos o nosso conhecimentos podemos gerar grandes resultados.