Será que o PPT morreu?

Será que o PPT morreu?

Semanas atrás Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon declarou o começo do fim do powerpoint como ferramenta de apresentação. E, desde então, muitos alunos e até alguns clientes passaram a me questionar se realmente é necessário fazer um curso de apresentação.

Como fundadora da Salamarela, empresa especializada em apresentações, pode soar estranho o que vou dizer. Mas sim, concordo com Jeff Bezos, o powerpoint como “muleta” está com os dias contados. Até que enfim!

Explico melhor, vem comigo.

Meu maior desafio em sala de aula é exatamente este, explicar e mostrar para os alunos que o powerpoint é uma ferramenta que complementa e auxilia a narrativa e não é para ser usado como relatório “bonitinho”, recheado de informações e dados, no qual a pessoa transita pelos slides lendo cada trecho do seu conteúdo.

Construir uma apresentação, começa com papel e caneta na mão. É colocar no papel, o que você precisa informar, qual é a mensagem que deve ficar na cabeça das pessoas ao saírem da sala de reunião. Aqui estamos falando de Storytelling, de construção de narrativa.

Assim como nos filmes, você precisa criar uma história com começo, meio e fim. Pensar como argumentar para que a sua plateia embarque na sua ideia e adote o seu ponto de vista. Seguindo o raciocínio de Bezos, um bom conteúdo estruturado vale mais do que mil bullets. 

Mas, e o powerpoint?

Agora sim, entra o design. O design é para ser usado com funcionalidade, caso contrário melhor nem abrir o programa.

Você deve usar o powerpoint para apoiá-lo na sua argumentação. Os recursos visuais ajudam a contextualizar o seu discurso. Vou dar um exemplo fictício, com antes e depois, para ficar mais claro.

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Neste exemplo, a mensagem era informar que a construtora havia crescido 3,5% no quarto trimestre. O que normalmente todo mundo faz é mostrar um gráfico de pilhas. E este é o grande erro. Pois é um slide meramente informativo, sem qualquer narrativa ou engajamento, que provavelmente quem está assistindo tenta decifrar cada número. A solução do design mostra como é possível engajar e transformar a informação usando o powerpoint com os recursos visuais adequados.

Acredito que mais do que deixar de usar o powerpoint é mudar a maneira como você cria o seu conteúdo e usa a ferramenta. Sem conteúdo não há powerpoint, e não há design que sustente a sua história. Por outro lado, um bom conteúdo precisa de um bom design para se conectar com a sua plateia. O TED não me deixa mentir. :)

Se você também acredita que apresentações bem-sucedidas precisam de um bom roteiro + visual, conheça o nosso curso de apresentações " I love PPT".

Por Nelise Cardoso
Fundadora da Salamarela, publicitária e professora que acredita que se compartilharmos o nosso conhecimentos podemos gerar grandes resultados.

O Design é um incrível recurso para dar força ao seu Storytelling.

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O Design é um incrível recurso para dar força ao seu Storytelling.

Tem muita gente que pensa: “vou fazer uma apresentaçãozinha bacana, cheia de efeitos do PPT e show, pontos na conta com o meu chefe ou cliente.”

Pode até ser que isto aconteça, que você nem tenha de pensar no tipo de conteúdo que vai produzir, escreva de qualquer jeito, dê uma boa maquiada no PPT e pronto, tudo pode dar certo. O que depende muito também do nível crítico e de atenção da sua plateia. Se for baixo, sim, o plano aqui pode até ser bem sucedido. Mas garanto que não ficar por muito tempo na memória de ninguém.

Fique atento, tudo até pode dar certo. Não significa que vai dar certo. Porque uma apresentação onde Roteiro e Design não andam juntos, não conecta, não engaja, não convence.

O Design existe para levantar a moral do seu conteúdo, ajudar você a contar bem a sua história, humanizar suas ideias e trazer uma narrativa visual interessante para aquilo que apresenta. Sozinho, um bom design não garante que vá salvar a falta de argumentação e roteirização da sua apresentação. O contrário vale da mesma forma: um bom conteúdo não salva um Design mal construído.

 

O Design é um incrível recurso para dar força ao seu Storytelling.

Assim como quando nos vestimos para uma festa. É para valorizar o conteúdo que oferecemos, nos colocarmos à vista de quem nos interessa, nos apresentarmos bem. É desse jeito que a gente chama a atenção das pessoas. Muito embora a aparência não seja tudo, faz toda a diferença no jogo da sedução social, profissional e pessoal.

Com uma boa apresentação corporativa funciona do mesmo jeito: você primeiro cria o conteúdo, planeja e escreve o que quer transmitir e depois escolhe a melhor “roupa” para que todos olhem para você, sejam impactados e sobretudo transformados pela sua comunicação.

Aí, você diz: “mas eu não sou Designer, como vou conseguir deixar meu PPT assim bonitão, clean e vendedor no visual?”


Ninguém espera que você vire o(a) mestre do Design da noite para o dia, porque isso leva muito tempo, estudo e prática, mas você pode sim acrescentar ao seu dia-a-dia um olhar mais atento às potencialidades do Design e fazer dele um excelente aliado à suas apresentações, adotando algumas noções básicas de alinhamento, tipologia, uso de cores, fotos, formas, contrastes e outros recursos.
 

Abra o seu olhar para tudo o que está à sua volta.

Repare em anúncios e matérias de revista, jornais, internet, infográficos da mídia em geral, repare nas cores, preste atenção como um formato ou foto destaca uma ideia. Ou como um gráfico pode ser dito de maneiras bem mais simples. Assista a filmes, peças de teatro, repare nos figurinos, letreiros do cartaz do espetáculo. Enfim, tudo se comunica pelo Design.

O Design está em tudo e em cada um de nós. Para dominá-lo, deixe primeiro ele entrar na sua vida. Depois, você vai ver que estará usando e abusando da estética e do bom gosto nas suas apresentações. Como no dia que você aprendeu a andar de bicicleta e até hoje não sabe dizer de que jeito isso aconteceu.

Por Cintya A Nunes
Colaboradora da Salamarela, redatora publicitária, produtora de conteúdo, storyteller ou, se preferir, contadora de histórias corporativas com finais felizes.

Cintya A. Nunes

Graduada em Comunicação com habilitação em Publicidade
e Propaganda pela ECA-USP.
Redatora Publicitária & Produtora de Conteúdo. 20 anos de experiência na área, trabalhando em agências dos mais variados perfis, sempre produzindo conteúdo, criando conceitos e colaborando com marcas e empresas a se comunicarem de forma eficiente com o seu público.
Clientes atendidos: Banco Itaú, Santander, Havaianas, Volkswagen, GM, BRF, Natura, O Boticário e muitos outros.

A forma como defendemos nossos pontos-de-vista.

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A forma como defendemos nossos pontos-de-vista.

Foto Lula Marques/Liderança do PT na câmara.

Há os que gritam “Marielle não está mais presente”.
E estes debatem com quem diz “Marielle está presente!”.
 

Tanto um grupo quanto o outro se mostra conhecedor de uma verdade, mas o que
parece não estar presente entre todos nós é a capacidade de argumentar melhor sobre nossas opiniões e sustentar uma narrativa que faça sentido. Bom, pelo menos a perplexidade e indignação diante da violência, essa parece estar entre a gente ainda.

Quando levamos isso para o ambiente dos negócios, essa dificuldade fica bem nítida.

É um tal de:

“O cliente não entendeu nada da proposta.”
“A reunião foi chata, demorada.”
“O fornecedor leu tudo errado o que eu enviei por e-mail.”
“Tava redondinho o projeto! Mas na apresentação pra Diretoria bateu na trave.”
“Você não captou o que eu quis dizer.”

Quer uma resposta bastante possível para tanta angústia? História mal contada,
ideia mal vendida.

E achar onde está Wally pode parecer bem mais simples do que você imagina.

Dica 1
Faltou entender o que o seu público desejava.

Dica 2
Faltou construir uma mensagem central clara na sua venda.

Dica 3
Faltou captar qual o objetivo chave da sua argumentação.

Dica 4
Faltou criar uma história que convença.

Dica 5
Faltou dar um layout bacana ao seu discurso.

Ou faltou tudo isso junto e misturado. Principalmente porque nenhum conteúdo se sustenta, por mais incrível que seja, se não estiver amarrado com um bom design.

Mas, calma, não fiquem chateados ao ler isso, porque tenho certeza que tecnicamente você tinha todos os argumentos na mão para dar um show. O que faltou a você falta a muitos profissionais e empresas com bastante frequência.

Pegue uma apresentação corporativa ou pitch de vendas e analise isso. Quantas você já viu que tinham até um conteúdo interessante, mas estavam muito feias, confusas, poluídas de elementos.

Afastaram o olhar, dispersaram a audiência, espantaram o coração.

E se tem uma coisa que jamais podemos fazer quando criamos um storytelling de negócios
é isso, menosprezar a narrativa visual do que contamos.

Apresentações servem para nos conectar da melhor forma com o nosso público, torná-los apaixonados como nós pelo que defendemos. É como um vestido lindo na vitrine que nos atrai pelo tecido, textura, cor, forma, estilo. A gente quer ser ver dentro dele o mais rápido possível. Ou, com um exemplo mais a ver com os meninos: é como a Ferrari passando ao seu lado com seu ronco adrenalizante, impossível não se projetar ao volante dela.

Faça suas apresentações serem as mais potentes e maravilhosas também. Conte a sua história com todo o brilho e vigor. No conteúdo e na forma.

Porque para estar sempre vivos na lembrança e escolha das pessoas e clientes, você ou
sua empresa têm que ser um pouco como a figura agora imortal da socióloga e vereadora Marielle Franco. Presentes até quando não estão mais presentes.

Por Cintya A Nunes
Colaboradora da Salamarela, redatora publicitária, produtora de conteúdo, storyteller ou, se preferir, contadora de histórias corporativas com finais felizes.

Cintya A. Nunes

Graduada em Comunicação com habilitação em Publicidade
e Propaganda pela ECA-USP.
Redatora Publicitária & Produtora de Conteúdo. 20 anos de experiência na área, trabalhando em agências dos mais variados perfis, sempre produzindo conteúdo, criando conceitos e colaborando com marcas e empresas a se comunicarem de forma eficiente com o seu público.
Clientes atendidos: Banco Itaú, Santander, Havaianas, Volkswagen, GM, BRF, Natura, O Boticário e muitos outros.