Tempos de mudança

Tempos de mudança

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Globalmente, as democracias estão passando por transformações. Estamos acompanhando a diminuição da relevância dos partidos políticos, exemplificada com a eleição de um empresário como Donald Trump, sem nenhum histórico anterior de vida pública, ou a ascensão de Jair Bolsonaro, um político antes sem expressão, nas pesquisas para a presidência do Brasil.

Esse cenário é consequência de mudanças de sociedades globalizadas, que não se sentem mais representadas. Nesse sentido, há um grande impacto em nossas relações, não só as institucionais, com os governos, mas também na política no sentido amplo, como um espaço aberto de diálogo, essencial para que as relações sociais aconteçam.

O espaço político está se transformando e não há nenhum especialista que consiga dizer com certeza para onde vamos. Os fatos mostram que estamos, como sociedade, reivindicando novas formas de existir no mundo, sem depender de partidos ou normas que não façam sentido para o indivíduo.

Qual o impacto disso para as empresas?
As demandas por diversidade e inclusão de minorias políticas, aquelas que não são necessariamente minorias em números, mas em posições de poder.

As grandes empresas já perceberam esta demanda e, ao mesmo tempo, as vantagens competitivas de implementar políticas corporativas direcionadas à diversidade. No entanto, ainda há longos caminhos a serem percorridos, especialmente porque ainda vemos decisores que enxergam esse tema como uma pauta orientada ideologicamente, não como demanda de mercado.

É necessário pensar essa questão por outro ângulo. Em 2015, a Mckinsey publicou um relatório que mostra melhores performances financeiras em empresas com políticas direcionadas à diversidade. Outras consultorias fizeram o mesmo. É necessário encarar como um fato, uma demanda de mercado, que gera diversas vantagens competitivas.

Se você está interessado em adentrar uma prática ainda tão inexplorada, venha bater um papo com a gente nos dias 29, 30 de outubro e 05, 06 de novembro/18 aqui na Salamarela. Nosso ponto é demonstrar que olhar para esta questão com mais generosidade é fundamental para qualquer negócio contemporâneo, seja a empresa pequena, média ou grande. Inscreva-se! Acesse http://salamarela.com.br/curso-id-diversidade

Por Carol Mendes
Colaboradora da Salamarela, Relações Públicas e Professora.

Posicionar-se é fundamental

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Posicionar-se
é fundamental

As questões relacionadas à diversidade pedem um posicionamento claro e transparente das empresas. Em um mundo com indivíduos que cada vez mais reivindicam representatividade, não há lugar para organizações que ficam em cima do muro, ou que apresentam somente o trinômio “missão, visão e valores” de sempre.

O sujeito consumidor e globalizado deseja se enxergar nos produtos ou serviços que utiliza. Não só isso: ele pesquisa as práticas das indústrias B2B antes de adquirir bens de consumo. Além da sempre necessária sustentabilidade, já bastante comum ao menos nos discursos das empresas, é preciso se atentar aos movimentos identitários, que ganham cada vez mais força na internet.

Seja qual for o produto ou serviço e chegue ele ao consumidor final ou não, a empresa deve estar atenta e alinhada às necessidades de seus públicos, de maneira estratégica.

É preciso saber se comunicar com cada um deles, por conta dos temas sensíveis de seu negócio que podem se tornar vulnerabilidades. Algumas marcas como Dove, Lola Cosmetics e até mesmo marcas de cerveja, que vêm deixando de lado o estereótipo da mulher com o corpo ideal, já entenderam isso.

Para saber quais são os grupos que precisam ser educados, é preciso antes verificar esses pontos sensíveis da sua empresa. Quais públicos suas ações podem afetar positivamente ou negativamente? Quem são essas pessoas, qual a história delas? É fundamental ler muito sobre o assunto e, acima de tudo, conversar com esses grupos, entender suas experiências para conseguir dialogar com eles e, possivelmente, torná-los embaixadoras da sua marca.

Por isso, declarar-se apenas como uma empresa “ética e sustentável” já não é mais suficiente. É necessário dizer a que se veio e quais pautas você defende. Apenas desta forma seus públicos estarão mais educados em relação ao seu negócio, porque ética e sustentabilidade são apenas dois fatores há muito esperados de uma empresa idônea.

Por Carol Mendes
Colaboradora da Salamarela, Relações Públicas e Professora.

Carol Mendes

Relações Públicas | Professora.

Profissional de Relações Públicas com dez anos de experiência em agências de comunicação, nas áreas de assessoria de imprensa e mídias sociais. Atuação nos segmentos de Finanças, Educação, Direito, Alimentação, Entidades de Classe, Moda e Beleza.

Possui mestrado pela Universidade Estadual de Campinas em Linguística, na área de Análise do Discurso.

É hora das minorias.

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É hora das minorias

As rápidas mudanças globais fazem com que as sociedades questionem todos os modelos conhecidos.

As democracias, por exemplo, estão passando por transformações palpáveis, ao vermos
a diminuição da relevância dos partidos políticos, exemplificada com a eleição de um empresário como Donald Trump, sem nenhum histórico anterior de vida pública, ou a ascensão de Jair Bolsonaro, um político antes sem expressão, nas pesquisas para a presidência do Brasil.

Esse cenário é consequência de mudanças de sociedades globalizadas, que não se sentem mais representadas em espaços públicos e migram para os privados. Nesse sentido, há um grande impacto em nossas relações políticas, não só as institucionais, como os governos, mas também na política no sentido amplo, como um espaço aberto de diálogo, essencial
para que as relações sociais aconteçam.

O espaço político está se transformando e não
há nenhum especialista que consiga dizer com certeza
para onde vamos.

Os fatos mostram que estamos, como sociedade, reivindicando novas formas de existir
no mundo, sem depender de partidos ou normas que não façam sentido para o indivíduo. Qual o impacto disso para as empresas? As demandas por diversidade e inclusão de minorias políticas, aquelas que não são necessariamente minorias em números, mas em posições
de poder.

As grandes empresas já perceberam esta demanda e, ao mesmo tempo, as vantagens competitivas de implementar políticas corporativas direcionadas à diversidade.
No entanto, ainda há longos caminhos a serem percorridos, especialmente porque ainda vemos decisores que enxergam esse tema como uma pauta orientada ideologicamente, não como demanda de mercado.

É necessário pensar essa questão por outro ângulo. Em 2015, a Mckinsey publicou um relatório que mostra melhores performances financeiras em empresas com políticas direcionadas à diversidade. Outras consultorias fizeram o mesmo. É necessário encarar como um fato, uma demanda de mercado, que gera diversas vantagens competitivas.

O ponto é que olhar para esta questão com mais generosidade é fundamental para qualquer negócio contemporâneo, seja a empresa pequena, média ou grande. Por isso, empresários e gestores resistentes ao tema precisam analisar o cenário atual para não perder competitividade.

Por Carol Mendes
Colaboradora da Salamarela, Relações Públicas e Professora.

Carol Mendes

Relações Públicas | Professora.

Profissional de Relações Públicas com dez anos de experiência em agências de comunicação, nas áreas de assessoria de imprensa e mídias sociais. Atuação nos segmentos de Finanças, Educação, Direito, Alimentação, Entidades de Classe, Moda e Beleza.

Possui mestrado pela Universidade Estadual de Campinas em Linguística, na área de Análise do Discurso.