O que nos ensina Nanette, stand-up especial da Netflix

O que nos ensina Nanette, stand-up especial da Netflix

*Atenção: este texto contém spoilers

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Nanette, um espetáculo de stand-up da comediante Hannah Gadsby, disponível na Netflix, vem sendo bastante comentado desde sua estreia. A atriz, pouco conhecida até então, também é parte do elenco do genial Please, Like Me!, seriado australiano disponível pelo mesmo serviço de streaming, que aborda assuntos como orientação sexual e doenças mentais, de uma forma leve e didática. Vale assistir para ter uma ideia de quem é a atriz.

Nanette faz tanto sucesso porque toca em pontos nevrálgicos da própria concepção de humor. A artista nos explica que o riso vem da tensão criada por quem está no palco, seguida de um relaxamento ocasionado pela piada. O comediante sabe a melhor forma de controlar os dois momentos. Só que, no caso dela, conseguir o riso vinha muitas vezes acompanhado de autodepreciação, pelo fato de ser lésbica e ter uma aparência pouco convencional. Isto é, uma aparência não conectada com o que se espera de uma mulher.

Por conta dessa aparência, a atriz conta à plateia que já apanhou na rua e sofreu outras diversas formas de humilhação. Também relata sua infância na ilha da Tasmânia. À época, a homossexualidade era proibida por lei e as pessoas com quem ela conviveu, bastante favoráveis à regra. Em um relato emocionante, Hannah Gadsby nos conta que internalizou a homofobia e, ao crescer, aceitar-se foi ainda mais complicado.

Até então, seus espetáculos de stand-up jogavam muito com a tensão de sua própria orientação sexual. A artista colocava a tensão e o riso dentro de situações que viveu em seus espetáculos. Diante de uma plateia já perturbada pelas revelações, ela anuncia que está parando com seus espetáculos de stand-up porque não vai mais se autodepreciar pelo riso dos outros. É bastante atordoante a forma como ela conduz a revelação e, ao mesmo tempo, propõe reflexões profundas à audiência.

Este programa é muito rico para qualquer debate contemporâneo sobre diversidade. Primeiro, porque é uma demonstração do quanto as pessoas não querem mais atender a um padrão determinado. Segundo, demonstra formas de desrespeito velado, pela crença de que existe uma única forma de ser e se expressar.

Hannah Gadsby abre um importante debate sobre identidade e aceitação. Em seu relato, ela conta que alguém, em um momento, tomou a liberdade de dizer a ela para se assumir como transexual. A performer faz a plateia pensar, porque como chegamos a um ponto no qual alguém se sente no direito de dizer ao outro quem ele é. O recado dado é que não existem moldes pré-determinados a cada pessoa.

As identidades, de forma crescente, estão se tornando cada vez mais fluidas e as pessoas aceitam cada vez menos tentar se encaixar em um padrão. É o momento de todos saírem de seus armários e se colocarem para o mundo, sendo quem realmente são.

Surpreendente e perturbador, Nanette representa um enfrentamento que levará as sociedades a serem cada vez mais tolerantes. Novos tempos exigem mudanças de comportamento. Precisamos entender que as identidades vão muito além do nosso horizonte e respeitá-las é, acima de tudo, o que nos une como humanidade.

Por Carol Mendes
Colaboradora da Salamarela, Relações Públicas e Professora.

Tempos de mudança

Tempos de mudança

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Globalmente, as democracias estão passando por transformações. Estamos acompanhando a diminuição da relevância dos partidos políticos, exemplificada com a eleição de um empresário como Donald Trump, sem nenhum histórico anterior de vida pública, ou a ascensão de Jair Bolsonaro, um político antes sem expressão, nas pesquisas para a presidência do Brasil.

Esse cenário é consequência de mudanças de sociedades globalizadas, que não se sentem mais representadas. Nesse sentido, há um grande impacto em nossas relações, não só as institucionais, com os governos, mas também na política no sentido amplo, como um espaço aberto de diálogo, essencial para que as relações sociais aconteçam.

O espaço político está se transformando e não há nenhum especialista que consiga dizer com certeza para onde vamos. Os fatos mostram que estamos, como sociedade, reivindicando novas formas de existir no mundo, sem depender de partidos ou normas que não façam sentido para o indivíduo.

Qual o impacto disso para as empresas?
As demandas por diversidade e inclusão de minorias políticas, aquelas que não são necessariamente minorias em números, mas em posições de poder.

As grandes empresas já perceberam esta demanda e, ao mesmo tempo, as vantagens competitivas de implementar políticas corporativas direcionadas à diversidade. No entanto, ainda há longos caminhos a serem percorridos, especialmente porque ainda vemos decisores que enxergam esse tema como uma pauta orientada ideologicamente, não como demanda de mercado.

É necessário pensar essa questão por outro ângulo. Em 2015, a Mckinsey publicou um relatório que mostra melhores performances financeiras em empresas com políticas direcionadas à diversidade. Outras consultorias fizeram o mesmo. É necessário encarar como um fato, uma demanda de mercado, que gera diversas vantagens competitivas.

Se você está interessado em adentrar uma prática ainda tão inexplorada, venha bater um papo com a gente nos dias 29, 30 de outubro e 05, 06 de novembro/18 aqui na Salamarela. Nosso ponto é demonstrar que olhar para esta questão com mais generosidade é fundamental para qualquer negócio contemporâneo, seja a empresa pequena, média ou grande. Inscreva-se! Acesse http://salamarela.com.br/curso-id-diversidade

Por Carol Mendes
Colaboradora da Salamarela, Relações Públicas e Professora.

Por que o storytelling e o design podem ajudar você?

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Estava hoje ouvindo uma música no Spotify quando o telefone de casa tocou e precisei dar stop.

Não era nada importante, era a operadora de TV querendo agendar uma data para trocar meu codificador. 

Mas interrompeu minha programação do dia. Minha viagem musical que sempre me acompanha quando estou trabalhando, escrevendo.

Esqueci que estava curtindo algo. Voltei à atividade inicial e não conseguia avançar. Porque faltava música. Talvez faltasse ritmo à minha ideia também.

Lembrei de retornar a minha música do aplicativo. Dei um play de novo. Como era mesmo o começo? Voltei uns 30 segundos. Ops, delivery chegando, o porteiro liga. Dou um pause. 

A pizza chega com uma promoção fazendo menção à Copa e a foto da nossa seleção verde amarela. Lembrei que o Neymar caiu muito desta vez. Seu valor de mercado acabou sofrendo uma baixa junto.

Retomo, com a fatia de pizza ao lado, ao trabalho que consumia minha noite. Pensando que as boas histórias seguem um ritmo, têm uma melodia, caem, levantam, distorcem, afinam e assim se fazem inteiras, nos prendendo a atenção.
 

E você, tem dado muito PAUSE na venda da sua ideia?

Faltando PLAY para convencer seu público de algo?

Algum cliente te dando STOP?

A melhor trilha para acompanhar esta sua jornada, confesso que não sei dizer. Mas há um jeito fácil pra ajudar a tocar em alto e bom som o sucesso dos seus projetos, na hora de vender aos seus clientes, sejam eles internos ou externos: o curso de apresentações I LOVE PPT da Salamarela.

Uma aula de roteiro e design em apresentações corporativas pra você não ficar tropeçando ou caindo no seu discurso de negócio.

Dias 7, 8, 14 e 15 de agosto, das 19h30 às 22h30, lá no Espaço Josefin Co, Rua Bagé, 204 – Vila Mariana/ SP.


Escreve pra querofazer@salamarela.com.br e pede mais informações.

Pra quem não é Neymar e não ganha dinheiro deitado, uma ótima escolha pra começar com tudo o segundo semestre do ano.

Por Cintya A Nunes
Colaboradora da Salamarela, redatora publicitária, produtora de conteúdo, storyteller ou, se preferir, contadora de histórias corporativas com finais felizes.

O novo comunicador

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O novo comunicador

Todos nós somos comunicadores, mas nem todos dominamos as técnicas da comunicação empresarial. Para comunicar algo, o principio básico é passar uma mensagem a alguém, seja por voz, texto ou imagem, e o receptor entender alguma coisa. Não significa que esse receptor entenderá a sua mensagem da forma que você a pensou originalmente.

O principio básico da comunicação é que a mensagem sofre modificações neste caminho entre emissor e receptor, por fatores diversos. Entre esses fatores, está um grande filtro chamado ideologia.

Um exemplo simples são os debates políticos no Brasil. Todos nós lemos ou assistimos às mesmas notícias na imprensa, mas cada um interpreta de um jeito e boa parte de nós, seja de qualquer espectro político, acredita que a imprensa é manipuladora por não expressar algo da forma como gostaríamos.

Este é o filtro pela ideologia. Para os fins deste artigo, não há um lado certo ou errado. O importante é entender que dependendo do ambiente, dos valores e de outras questões, as ideologias filtram como entendemos o mundo.

As técnicas de comunicação existem para tentar fazer com que a mensagem chegue ao seu destinatário de forma mais próxima ao que o emissor pretendeu. Hoje, para conseguir esse feito, que já era complicado em um mundo sem comunicação instantânea, é necessário antes de tudo construir a mensagem junto com o receptor. Não há mais uma via única, a que um fala e o outro escuta. Porque hoje, quem escuta, rebate caso se sinta atingido. É uma bomba-relógio para a reputação de qualquer empresa.

Por isso, antes de traçar qualquer estratégia, é preciso entender o comportamento do público para conseguir saber o que mais importa: o como essa pessoa ou esse grupo interpretará a mensagem. Nesse sentido, o comunicador precisa ser empático. Há muitas ações possíveis, como engajar influenciadores digitais com um projeto corporativo específico para que eles sejam os mensageiros. Isso é empatia. É não tentar ser o dono da conversa.

As mensagens são instantâneas, simultâneas e têm dimensão global. O comunicador deve ser muito rápido para entender cenários e conseguir prever como a mensagem será contextualizada por públicos determinados. O novo comunicador é qualquer profissional que tem algo a dizer, não tenta dominar o diálogo e consegue estabelecer laços empáticos com os mais variados grupos. 

Por Carol Mendes
Colaboradora da Salamarela, Relações Públicas e Professora.

Carol Mendes

Relações Públicas | Professora.

Profissional de Relações Públicas com dez anos de experiência em agências de comunicação, nas áreas de assessoria de imprensa e mídias sociais. Atuação nos segmentos de Finanças, Educação, Direito, Alimentação, Entidades de Classe, Moda e Beleza.

Possui mestrado pela Universidade Estadual de Campinas em Linguística, na área de Análise do Discurso.

Como é que eu lido com um whatsapp desses?

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Como é que eu lido com um whatsapp desses?

A mensagem de Whatsapp era assim: “oi... sabe de quem ta precisando...obg”

Eu deixei de lado porque, além de ser de um número desconhecido, mal dou conta do que preciso dar conta. Mas, quando retomei o celular para responder algumas mensagens importantes, fiquei pensando no teor suposto (ou suspeito) desta.

Se não fosse algo saído de uma penitenciária direto para o meu número,
ponderei algumas possibilidades.

1. Seria alguém com a intenção de se fazer lembrada(o).
2. Alguém que gosta muito de reticências.
3. Uma mensagem para o destinatário errado.
4. Sendo a mensagem uma pergunta, faltava uma interrogação.
5. A pessoa foi acometida por uma dor súbita enquanto digitava e não deu tempo de concluir o raciocínio.
6. Um trecho de um poema contemporâneo.
7. Podia ser pior, tipo “vou estar enviando uma mostra grátis”.

Vi pela foto no perfil do remetente que conhecia a pessoa, um ex-colega de trabalho, da área de comunicação. Bastante escolarizado, por sinal, ainda que tenha esquecido um pedaço das aulas. Bastante gente fina, por sinal. Aí caiu minha ficha de que ele me indagava sobre oportunidades de trabalho.

Foi neste momento que entendi: estamos desaprendendo a escrever.

Cada vez mais estamos lendo menos, conversando menos e escrevendo mais. Seja nas empresas, com a família ou com os clientes, afinal, usamos feito loucos os canais digitais e as redes sociais porque esta é a nossa atual forma de interação, goste ou não.

Se meu prezado colega continuasse escrevendo assim, imagine na hora em que tivesse de vender o seu peixe em um e-mail para um possível recrutador? Certamente ele precisaria de muita ajuda – e muita sorte - para conseguir freelas ou emprego.

A partir desta percepção que nasceu o curso S.H.O.W!

Um novo treinamento de ESCRITA & STORYTELLING PARA NEGÓCIOS, feito para ajudar as pessoas a se comunicarem melhor por meio da escrita e, principalmente, venderem bem suas ideias, projetos, produtos ou serviços através de conteúdos bem estruturados e impactantes.

Serve para todo tipo de necessidade de comunicação escrita.

Para você que rala todo dia escrevendo relatórios, e-mails na empresa, faz apresentações em PPT, posta nas redes sociais sobre o seu negócio ou ainda escreve TCCs ou teses acadêmicas. E até para quem está buscando uma recolocação e quer ter um perfil de LinkedIn bem escrito ou enviar um e-mail para alguma vaga profissional, que se destaque da concorrência.

Se você precisa de resultados mais efetivos para as suas mensagens, este curso é para você.

É um curso com muita prática, fora a teoria. Mão na massa mesmo para experimentar as melhores ferramentas de elaboração de conteúdo e de uma escrita clara, coesa e objetiva. Imprescindível no mundo dos negócios.

Esse Whatsapp do meu colega já tem um tempo. Hoje ele está empregado, satisfeito. Na época, decidi falar com ele pessoalmente pra dar o toque. Ainda bem que no chope é bem mais fácil a gente se conectar e dizer um para o outro o que deseja. Basta um brinde.

Quer dar um S.H.O.W! na sua área de atuação?
Escreva para
querofazer@salamarela.com.br e saiba mais.

Por Cintya A Nunes
Colaboradora da Salamarela, redatora publicitária, produtora de conteúdo, storyteller ou, se preferir, contadora de histórias corporativas com finais felizes.

Cintya A. Nunes

Graduada em Comunicação com habilitação em Publicidade
e Propaganda pela ECA-USP.
Redatora Publicitária & Produtora de Conteúdo. 20 anos de experiência na área, trabalhando em agências dos mais variados perfis, sempre produzindo conteúdo, criando conceitos e colaborando com marcas e empresas a se comunicarem de forma eficiente com o seu público.
Clientes atendidos: Banco Itaú, Santander, Havaianas, Volkswagen, GM, BRF, Natura, O Boticário e muitos outros.

Será que o PPT morreu?

Será que o PPT morreu?

Semanas atrás Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon declarou o começo do fim do powerpoint como ferramenta de apresentação. E, desde então, muitos alunos e até alguns clientes passaram a me questionar se realmente é necessário fazer um curso de apresentação.

Como fundadora da Salamarela, empresa especializada em apresentações, pode soar estranho o que vou dizer. Mas sim, concordo com Jeff Bezos, o powerpoint como “muleta” está com os dias contados. Até que enfim!

Explico melhor, vem comigo.

Meu maior desafio em sala de aula é exatamente este, explicar e mostrar para os alunos que o powerpoint é uma ferramenta que complementa e auxilia a narrativa e não é para ser usado como relatório “bonitinho”, recheado de informações e dados, no qual a pessoa transita pelos slides lendo cada trecho do seu conteúdo.

Construir uma apresentação, começa com papel e caneta na mão. É colocar no papel, o que você precisa informar, qual é a mensagem que deve ficar na cabeça das pessoas ao saírem da sala de reunião. Aqui estamos falando de Storytelling, de construção de narrativa.

Assim como nos filmes, você precisa criar uma história com começo, meio e fim. Pensar como argumentar para que a sua plateia embarque na sua ideia e adote o seu ponto de vista. Seguindo o raciocínio de Bezos, um bom conteúdo estruturado vale mais do que mil bullets. 

Mas, e o powerpoint?

Agora sim, entra o design. O design é para ser usado com funcionalidade, caso contrário melhor nem abrir o programa.

Você deve usar o powerpoint para apoiá-lo na sua argumentação. Os recursos visuais ajudam a contextualizar o seu discurso. Vou dar um exemplo fictício, com antes e depois, para ficar mais claro.

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Neste exemplo, a mensagem era informar que a construtora havia crescido 3,5% no quarto trimestre. O que normalmente todo mundo faz é mostrar um gráfico de pilhas. E este é o grande erro. Pois é um slide meramente informativo, sem qualquer narrativa ou engajamento, que provavelmente quem está assistindo tenta decifrar cada número. A solução do design mostra como é possível engajar e transformar a informação usando o powerpoint com os recursos visuais adequados.

Acredito que mais do que deixar de usar o powerpoint é mudar a maneira como você cria o seu conteúdo e usa a ferramenta. Sem conteúdo não há powerpoint, e não há design que sustente a sua história. Por outro lado, um bom conteúdo precisa de um bom design para se conectar com a sua plateia. O TED não me deixa mentir. :)

Se você também acredita que apresentações bem-sucedidas precisam de um bom roteiro + visual, conheça o nosso curso de apresentações " I love PPT".

Por Nelise Cardoso
Fundadora da Salamarela, publicitária e professora que acredita que se compartilharmos o nosso conhecimentos podemos gerar grandes resultados.

A luz mais forte no incêndio do Paissandu: 40 segundos mudam uma vida.

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A luz mais forte no incêndio do Paissandu: 40 segundos mudam uma vida.

Vivemos há poucos dias uma tragédia mais do que anunciada, das mais dolorosas, que impactou diversas famílias e todo o tempo dos seus sonhos.

Assistimos inúmeras vezes a mídia reproduzir a tentativa de resgate de um dos moradores do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu.

Como se o tempo perdido vendo aquela cena nos pudesse ensinar o que ainda não entendemos: a vida passa extremamente rápido.
 

E por que este assunto te interessa, se daqui a segundos você estará fazendo outra coisa que não lendo este artigo?

Porque no mundo dos negócios, saímos do “tempo é dinheiro” e estamos no “tempo é vida”.

Nada mais pertinente hoje em dia do que falar de vida, empatia, emoções, o que o seu produto ou serviço muda no dia-a-dia das pessoas. Tempo já era, já estamos todos quase sem ele. Tudo é corrido, tudo é urgente.

Se você estiver diante de um potencial cliente e levar mais de 40 segundos para dizer o que tem de legal a oferecer, será deletado.

Morre-se por segundos.

Muita gente lê o título do e-mail que você envia, mas só alguns abrem o mesmo e leem por inteiro. Seu assunto e o primeiro parágrafo são determinantes para despertar a atenção do que você escreve e garantir o sucesso do seu objetivo, seja ele a venda de uma ideia, produto ou serviço.

E assim também deve ser com um pitch de vendas. Se demorar para dizer “a que veio”, esquece. Sua audiência vai bocejar.

Minha sugestão é mostrar logo toda a vida que o seu produto, serviço ou ideia pode nos trazer. Não perca tempo.

E aproveite mais horas do seu dia investindo no que te faz feliz.

Por Cintya A Nunes
Colaboradora da Salamarela, redatora publicitária, produtora de conteúdo, storyteller ou, se preferir, contadora de histórias corporativas com finais felizes.

Cintya A. Nunes

Graduada em Comunicação com habilitação em Publicidade
e Propaganda pela ECA-USP.
Redatora Publicitária & Produtora de Conteúdo. 20 anos de experiência na área, trabalhando em agências dos mais variados perfis, sempre produzindo conteúdo, criando conceitos e colaborando com marcas e empresas a se comunicarem de forma eficiente com o seu público.
Clientes atendidos: Banco Itaú, Santander, Havaianas, Volkswagen, GM, BRF, Natura, O Boticário e muitos outros.

“Não estou nem aí com os mortos da Síria ou da Rocinha.”

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“Não estou nem aí
com os mortos da Síria ou da Rocinha.”

Como muitas vezes falamos ou escrevemos de uma maneira que não tem nada a ver com o que acreditamos.

Certo dia ouvi de uma pessoa, que me parecia muito competente em sua área de atuação profissional, algo que me impressionou bastante.

“Eu não consigo me comunicar. Está tudo na minha cabeça, mas não consigo passar para o papel, contar para o meu chefe ou escrever num e-mail. Eu não sou criativa, meu dia-a-dia é muito agitado, cliente pedindo coisa de todos os lados, não dá tempo de pensar. E acabo passando uma mensagem totalmente contrária do que eu queria.”

Por que será que temos tanta dificuldade de nos comunicar uns com os outros se fazemos isso praticamente o dia inteiro?

Desde o momento que levantamos da cama até a hora que vamos dormir, nossa rotina é tomada por mensagens enviadas e recebidas, mas existe um grau de ruído e desatenção entre nós que nos distancia do entendimento do que o outro espera da gente.

E é por este motivo que a comunicação não acontece, porque sem levar em conta essa ponte com quem nos ouve ou lê, não há empatia e aquilo que pretendemos dizer dificilmente chega do outro lado da maneira esperada.

Curioso que quando estamos no cafezinho com o colega na empresa sabemos defender muito bem nossas visões, contar um determinado assunto e até aglutinar uma roda interessante em torno de nós.

Falamos sobre o que achamos das guerras internacionais, da crise brasileira, da última série legal a que assistimos, da escalação para o próximo clássico do futebol, da viagem que fizemos (ou vamos fazer), e qualquer outro assunto com muito mais objetividade e coerência do que na forma escrita.
 

A batalha maior vem daqui: de nós mesmos.

A dificuldade parece surgir quando precisamos nos abrir para a escuta e criar um canal de comunicação em que possamos transportar nossa clareza de ideias para o papel, e-mail, post nas redes sociais ou outros formatos.

Nosso grau de humanidade, quando é ao vivo e em cores, se mostra muito mais bem sucedido. O nó se estabelece quando ele vai para outros lugares: perdemos a autenticidade e partimos muitas vezes para as palavras empoladas, ditas sofisticadas, e para a falta de coesão na linguagem, o que torna a comunicação difícil de ser recebida e  interpretada.

Alhos por bugalhos.

É como se passássemos a impressão de que os mortos da Síria ou da Rocinha não cheirassem à nossa frente e a nossa opinião fosse mais soberana do que as dores de quem falamos.

Por mais surreal que seja essa impressão, é assim que somos muitas vezes percebidos pela nossa audiência quando não nos comunicamos adequadamente.

Não, eu cabalmente não acredito que eu ou você possamos apoiar a atrocidade da guerra lá fora ou aqui dentro.

E mais do que isso: eu cabalmente acredito que todos nós somos capazes de nos comunicar bem, sermos criativos na nossa escrita e defender a humanidade na Síria, na Rocinha e nas histórias que contamos e vendemos todos os dias.
 

Por Cintya A Nunes
Colaboradora da Salamarela, redatora publicitária, produtora de conteúdo, storyteller ou, se preferir, contadora de histórias corporativas com finais felizes.

Cintya A. Nunes

Graduada em Comunicação com habilitação em Publicidade
e Propaganda pela ECA-USP.
Redatora Publicitária & Produtora de Conteúdo. 20 anos de experiência na área, trabalhando em agências dos mais variados perfis, sempre produzindo conteúdo, criando conceitos e colaborando com marcas e empresas a se comunicarem de forma eficiente com o seu público.
Clientes atendidos: Banco Itaú, Santander, Havaianas, Volkswagen, GM, BRF, Natura, O Boticário e muitos outros.

Posicionar-se é fundamental

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Posicionar-se
é fundamental

As questões relacionadas à diversidade pedem um posicionamento claro e transparente das empresas. Em um mundo com indivíduos que cada vez mais reivindicam representatividade, não há lugar para organizações que ficam em cima do muro, ou que apresentam somente o trinômio “missão, visão e valores” de sempre.

O sujeito consumidor e globalizado deseja se enxergar nos produtos ou serviços que utiliza. Não só isso: ele pesquisa as práticas das indústrias B2B antes de adquirir bens de consumo. Além da sempre necessária sustentabilidade, já bastante comum ao menos nos discursos das empresas, é preciso se atentar aos movimentos identitários, que ganham cada vez mais força na internet.

Seja qual for o produto ou serviço e chegue ele ao consumidor final ou não, a empresa deve estar atenta e alinhada às necessidades de seus públicos, de maneira estratégica.

É preciso saber se comunicar com cada um deles, por conta dos temas sensíveis de seu negócio que podem se tornar vulnerabilidades. Algumas marcas como Dove, Lola Cosmetics e até mesmo marcas de cerveja, que vêm deixando de lado o estereótipo da mulher com o corpo ideal, já entenderam isso.

Para saber quais são os grupos que precisam ser educados, é preciso antes verificar esses pontos sensíveis da sua empresa. Quais públicos suas ações podem afetar positivamente ou negativamente? Quem são essas pessoas, qual a história delas? É fundamental ler muito sobre o assunto e, acima de tudo, conversar com esses grupos, entender suas experiências para conseguir dialogar com eles e, possivelmente, torná-los embaixadoras da sua marca.

Por isso, declarar-se apenas como uma empresa “ética e sustentável” já não é mais suficiente. É necessário dizer a que se veio e quais pautas você defende. Apenas desta forma seus públicos estarão mais educados em relação ao seu negócio, porque ética e sustentabilidade são apenas dois fatores há muito esperados de uma empresa idônea.

Por Carol Mendes
Colaboradora da Salamarela, Relações Públicas e Professora.

Carol Mendes

Relações Públicas | Professora.

Profissional de Relações Públicas com dez anos de experiência em agências de comunicação, nas áreas de assessoria de imprensa e mídias sociais. Atuação nos segmentos de Finanças, Educação, Direito, Alimentação, Entidades de Classe, Moda e Beleza.

Possui mestrado pela Universidade Estadual de Campinas em Linguística, na área de Análise do Discurso.

O Design é um incrível recurso para dar força ao seu Storytelling.

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O Design é um incrível recurso para dar força ao seu Storytelling.

Tem muita gente que pensa: “vou fazer uma apresentaçãozinha bacana, cheia de efeitos do PPT e show, pontos na conta com o meu chefe ou cliente.”

Pode até ser que isto aconteça, que você nem tenha de pensar no tipo de conteúdo que vai produzir, escreva de qualquer jeito, dê uma boa maquiada no PPT e pronto, tudo pode dar certo. O que depende muito também do nível crítico e de atenção da sua plateia. Se for baixo, sim, o plano aqui pode até ser bem sucedido. Mas garanto que não ficar por muito tempo na memória de ninguém.

Fique atento, tudo até pode dar certo. Não significa que vai dar certo. Porque uma apresentação onde Roteiro e Design não andam juntos, não conecta, não engaja, não convence.

O Design existe para levantar a moral do seu conteúdo, ajudar você a contar bem a sua história, humanizar suas ideias e trazer uma narrativa visual interessante para aquilo que apresenta. Sozinho, um bom design não garante que vá salvar a falta de argumentação e roteirização da sua apresentação. O contrário vale da mesma forma: um bom conteúdo não salva um Design mal construído.

 

O Design é um incrível recurso para dar força ao seu Storytelling.

Assim como quando nos vestimos para uma festa. É para valorizar o conteúdo que oferecemos, nos colocarmos à vista de quem nos interessa, nos apresentarmos bem. É desse jeito que a gente chama a atenção das pessoas. Muito embora a aparência não seja tudo, faz toda a diferença no jogo da sedução social, profissional e pessoal.

Com uma boa apresentação corporativa funciona do mesmo jeito: você primeiro cria o conteúdo, planeja e escreve o que quer transmitir e depois escolhe a melhor “roupa” para que todos olhem para você, sejam impactados e sobretudo transformados pela sua comunicação.

Aí, você diz: “mas eu não sou Designer, como vou conseguir deixar meu PPT assim bonitão, clean e vendedor no visual?”


Ninguém espera que você vire o(a) mestre do Design da noite para o dia, porque isso leva muito tempo, estudo e prática, mas você pode sim acrescentar ao seu dia-a-dia um olhar mais atento às potencialidades do Design e fazer dele um excelente aliado à suas apresentações, adotando algumas noções básicas de alinhamento, tipologia, uso de cores, fotos, formas, contrastes e outros recursos.
 

Abra o seu olhar para tudo o que está à sua volta.

Repare em anúncios e matérias de revista, jornais, internet, infográficos da mídia em geral, repare nas cores, preste atenção como um formato ou foto destaca uma ideia. Ou como um gráfico pode ser dito de maneiras bem mais simples. Assista a filmes, peças de teatro, repare nos figurinos, letreiros do cartaz do espetáculo. Enfim, tudo se comunica pelo Design.

O Design está em tudo e em cada um de nós. Para dominá-lo, deixe primeiro ele entrar na sua vida. Depois, você vai ver que estará usando e abusando da estética e do bom gosto nas suas apresentações. Como no dia que você aprendeu a andar de bicicleta e até hoje não sabe dizer de que jeito isso aconteceu.

Por Cintya A Nunes
Colaboradora da Salamarela, redatora publicitária, produtora de conteúdo, storyteller ou, se preferir, contadora de histórias corporativas com finais felizes.

Cintya A. Nunes

Graduada em Comunicação com habilitação em Publicidade
e Propaganda pela ECA-USP.
Redatora Publicitária & Produtora de Conteúdo. 20 anos de experiência na área, trabalhando em agências dos mais variados perfis, sempre produzindo conteúdo, criando conceitos e colaborando com marcas e empresas a se comunicarem de forma eficiente com o seu público.
Clientes atendidos: Banco Itaú, Santander, Havaianas, Volkswagen, GM, BRF, Natura, O Boticário e muitos outros.

A forma como defendemos nossos pontos-de-vista.

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A forma como defendemos nossos pontos-de-vista.

Foto Lula Marques/Liderança do PT na câmara.

Há os que gritam “Marielle não está mais presente”.
E estes debatem com quem diz “Marielle está presente!”.
 

Tanto um grupo quanto o outro se mostra conhecedor de uma verdade, mas o que
parece não estar presente entre todos nós é a capacidade de argumentar melhor sobre nossas opiniões e sustentar uma narrativa que faça sentido. Bom, pelo menos a perplexidade e indignação diante da violência, essa parece estar entre a gente ainda.

Quando levamos isso para o ambiente dos negócios, essa dificuldade fica bem nítida.

É um tal de:

“O cliente não entendeu nada da proposta.”
“A reunião foi chata, demorada.”
“O fornecedor leu tudo errado o que eu enviei por e-mail.”
“Tava redondinho o projeto! Mas na apresentação pra Diretoria bateu na trave.”
“Você não captou o que eu quis dizer.”

Quer uma resposta bastante possível para tanta angústia? História mal contada,
ideia mal vendida.

E achar onde está Wally pode parecer bem mais simples do que você imagina.

Dica 1
Faltou entender o que o seu público desejava.

Dica 2
Faltou construir uma mensagem central clara na sua venda.

Dica 3
Faltou captar qual o objetivo chave da sua argumentação.

Dica 4
Faltou criar uma história que convença.

Dica 5
Faltou dar um layout bacana ao seu discurso.

Ou faltou tudo isso junto e misturado. Principalmente porque nenhum conteúdo se sustenta, por mais incrível que seja, se não estiver amarrado com um bom design.

Mas, calma, não fiquem chateados ao ler isso, porque tenho certeza que tecnicamente você tinha todos os argumentos na mão para dar um show. O que faltou a você falta a muitos profissionais e empresas com bastante frequência.

Pegue uma apresentação corporativa ou pitch de vendas e analise isso. Quantas você já viu que tinham até um conteúdo interessante, mas estavam muito feias, confusas, poluídas de elementos.

Afastaram o olhar, dispersaram a audiência, espantaram o coração.

E se tem uma coisa que jamais podemos fazer quando criamos um storytelling de negócios
é isso, menosprezar a narrativa visual do que contamos.

Apresentações servem para nos conectar da melhor forma com o nosso público, torná-los apaixonados como nós pelo que defendemos. É como um vestido lindo na vitrine que nos atrai pelo tecido, textura, cor, forma, estilo. A gente quer ser ver dentro dele o mais rápido possível. Ou, com um exemplo mais a ver com os meninos: é como a Ferrari passando ao seu lado com seu ronco adrenalizante, impossível não se projetar ao volante dela.

Faça suas apresentações serem as mais potentes e maravilhosas também. Conte a sua história com todo o brilho e vigor. No conteúdo e na forma.

Porque para estar sempre vivos na lembrança e escolha das pessoas e clientes, você ou
sua empresa têm que ser um pouco como a figura agora imortal da socióloga e vereadora Marielle Franco. Presentes até quando não estão mais presentes.

Por Cintya A Nunes
Colaboradora da Salamarela, redatora publicitária, produtora de conteúdo, storyteller ou, se preferir, contadora de histórias corporativas com finais felizes.

Cintya A. Nunes

Graduada em Comunicação com habilitação em Publicidade
e Propaganda pela ECA-USP.
Redatora Publicitária & Produtora de Conteúdo. 20 anos de experiência na área, trabalhando em agências dos mais variados perfis, sempre produzindo conteúdo, criando conceitos e colaborando com marcas e empresas a se comunicarem de forma eficiente com o seu público.
Clientes atendidos: Banco Itaú, Santander, Havaianas, Volkswagen, GM, BRF, Natura, O Boticário e muitos outros.

É hora das minorias.

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É hora das minorias

As rápidas mudanças globais fazem com que as sociedades questionem todos os modelos conhecidos.

As democracias, por exemplo, estão passando por transformações palpáveis, ao vermos
a diminuição da relevância dos partidos políticos, exemplificada com a eleição de um empresário como Donald Trump, sem nenhum histórico anterior de vida pública, ou a ascensão de Jair Bolsonaro, um político antes sem expressão, nas pesquisas para a presidência do Brasil.

Esse cenário é consequência de mudanças de sociedades globalizadas, que não se sentem mais representadas em espaços públicos e migram para os privados. Nesse sentido, há um grande impacto em nossas relações políticas, não só as institucionais, como os governos, mas também na política no sentido amplo, como um espaço aberto de diálogo, essencial
para que as relações sociais aconteçam.

O espaço político está se transformando e não
há nenhum especialista que consiga dizer com certeza
para onde vamos.

Os fatos mostram que estamos, como sociedade, reivindicando novas formas de existir
no mundo, sem depender de partidos ou normas que não façam sentido para o indivíduo. Qual o impacto disso para as empresas? As demandas por diversidade e inclusão de minorias políticas, aquelas que não são necessariamente minorias em números, mas em posições
de poder.

As grandes empresas já perceberam esta demanda e, ao mesmo tempo, as vantagens competitivas de implementar políticas corporativas direcionadas à diversidade.
No entanto, ainda há longos caminhos a serem percorridos, especialmente porque ainda vemos decisores que enxergam esse tema como uma pauta orientada ideologicamente, não como demanda de mercado.

É necessário pensar essa questão por outro ângulo. Em 2015, a Mckinsey publicou um relatório que mostra melhores performances financeiras em empresas com políticas direcionadas à diversidade. Outras consultorias fizeram o mesmo. É necessário encarar como um fato, uma demanda de mercado, que gera diversas vantagens competitivas.

O ponto é que olhar para esta questão com mais generosidade é fundamental para qualquer negócio contemporâneo, seja a empresa pequena, média ou grande. Por isso, empresários e gestores resistentes ao tema precisam analisar o cenário atual para não perder competitividade.

Por Carol Mendes
Colaboradora da Salamarela, Relações Públicas e Professora.

Carol Mendes

Relações Públicas | Professora.

Profissional de Relações Públicas com dez anos de experiência em agências de comunicação, nas áreas de assessoria de imprensa e mídias sociais. Atuação nos segmentos de Finanças, Educação, Direito, Alimentação, Entidades de Classe, Moda e Beleza.

Possui mestrado pela Universidade Estadual de Campinas em Linguística, na área de Análise do Discurso.

Não é não. É com essa objetividade que você conquista um sim.

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Não é não. É com
essa objetividade
que você conquista
um sim.

Uma das maiores dificuldades de quem faz apresentações é manter a objetividade. Neste Carnaval de 2018, tivemos um excelente exemplo de como fazer isso bem.

A campanha do “não é não”  dominou várias cidades brasileiras, tomando conta das ruas através de uma tatuagem que as mulheres usavam.
 

A ideia foi deixar bem claro que puxar cabelo, forçar um beijo ou sair agarrando sem permissão é a coisa mais sem graça do mundo, tudo o que as mulheres repudiam. Não era
a folia e o espírito festivo do Carnaval que faria isso ser diferente.

A ideia pegou. Era só conversar com a mulherada pelos blocos para perceber que o movimento deu certo, todas notaram muito menos assédios agressivos neste Carnaval.

Como se ouviu de uma das foliãs, “foi preciso escrever para as pessoas entenderem que
não é não”.

E é assim também com uma apresentação corporativa eficiente.

Você precisa deixar absolutamente claro e mostrar o que pretende dizer porque muitas
vezes seu público não está, por algum motivo, compreendendo sua mensagem. É preciso mostrar a ele de forma objetiva cada vantagem.

Em geral, nos afligimos com a quantidade de informações que temos na mão para colocar
em uma apresentação, parece que tudo será útil, mas o excesso de conteúdo e dados pode matar a venda da sua ideia.

A melhor alternativa é “peneirar” o que de fato vai servir aos seus objetivos, o que realmente vai impactar a sua audiência, o que vai contribuir para a sua mensagem. Isso é o que chamamos de estruturação narrativa da sua apresentação.  O primeiro passo para você organizar seu conteúdo com coerência.

É como montar um esqueleto. Sem ele, não é possível criar cabeça, corpo e membros
e adicionar o apelo emocional que vai conectar e engajar sua plateia.

Só com objetividade a gente consegue clareza. Só com objetividade a gente dá
o salto para humanizar nossa apresentação e chegar onde queremos: no SIM É SIM
do nosso cliente.

Por Cintya A Nunes
Colaboradora da Salamarela, redatora publicitária, produtora de conteúdo, storyteller ou, se preferir, contadora de histórias corporativas com finais felizes.

/Source

Cintya A. Nunes

Graduada em Comunicação com habilitação em Publicidade
e Propaganda pela ECA-USP.
Redatora Publicitária & Produtora de Conteúdo. 20 anos de experiência na área, trabalhando em agências dos mais variados perfis, sempre produzindo conteúdo, criando conceitos e colaborando com marcas e empresas a se comunicarem de forma eficiente com o seu público.
Clientes atendidos: Banco Itaú, Santander, Havaianas, Volkswagen, GM, BRF, Natura, O Boticário e muitos outros.

Quando você mete a colher aqui o resultado é incrível.

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Quando você mete
a colher aqui
o resultado é incrível.

Já parou pra pensar que passamos
o dia contando histórias?

Seu filho não quer estudar, você conta uma história para mostrar a ele que se continuar
assim não vai chegar a lugar nenhum. Seu chefe cobra agilidade na solução de um projeto, você conta uma história para explicar que depende de outras áreas para tocar a ideia.
O gerente do banco pergunta o porquê do empréstimo, você conta a história da sua vida para sensibilizá-lo a liberar o crédito pela menor taxa de juros.

Assim somos feitos, de histórias, que a todo momento nos rodeiam para que possamos entender melhor o mundo em que vivemos e transmitir nossos valores e pontos de vista. 
E isso não é conversa furada, é o que nos impulsiona para girar a roda da nossa sociabilidade.

Aliás, é com uma habilidade incrível que criamos essas pequenas histórias
do dia-a-dia para sobreviver e multiplicar nossas crenças.

Adoramos beber de novas fontes para inflar nossa imaginação. Vide o poder do
cafezinho nas empresas, e poder inquestionável da Literatura, do Cinema e de tantas outras formas artísticas, que há séculos nos alimentam de sonhos, filosofias e experiências.

No mundo corporativo, o poder das boas histórias está mais do que comprovado e faz total diferença no jogo.

Quantas vezes você estudou a fundo um projeto, desenhou toda a estratégia, se assegurou dos riscos, estabeleceu um cenário, analisou as vantagens, mostrou em detalhes ao cliente ou a um superior e teve uma enorme surpresa: a ideia não foi aprovada? Nessa hora parece que a gente vê aquele lindo castelo de cartas desmoronado em nossa frente e toda nossa confiança de que daria certo vai por água abaixo.

Acredito que você já conhece sabe bem o sabor amargo desta experiência. E certamente agora busca desenvolver uma trama muito mais amarrada sobre tudo o que envolve o seu projeto para vender bem o seu peixe.

Uma dica fácil e acessível é abrir aquela janela de criatividade que existe em você.

Não adianta se colocar naquela posição de “criatividade não é comigo” que não cola
nenhum um pouco. Afinal, aquela pessoa cheia de boas histórias, que todos nós conhecemos (olhe agora no espelho), é mais do que capacitada para trazer algo novo, aquilo que não se previa e que pode mudar ou facilitar a vida do seu interlocutor ou público. Sim, esta pessoa
é você.

A boa notícia é que, junto ao frio na barriga que você pode estar sentindo diante do
desafio de criar apresentações corporativas, vendedoras e impactantes, existe uma receita de bolo simples de ser seguida, que une as ferramentas do Storytelling e do Design.

Neste modo de preparar até cabem mais farinha e fermento ao seu sabor, desde
que você entenda o objetivo final: servir uma deliciosa apresentação, que vai deixar
todo mundo babando com as vantagens e benefícios da sua ideia.

Por Cintya A Nunes
Colaboradora da Salamarela, redatora publicitária, produtora de conteúdo, storyteller ou, se preferir, contadora de histórias corporativas com finais felizes.

Cintya A. Nunes

Graduada em Comunicação com habilitação em Publicidade
e Propaganda pela ECA-USP.
Redatora Publicitária & Produtora de Conteúdo. 20 anos de experiência na área, trabalhando em agências dos mais variados perfis, sempre produzindo conteúdo, criando conceitos e colaborando com marcas e empresas a se comunicarem de forma eficiente com o seu público.
Clientes atendidos: Banco Itaú, Santander, Havaianas, Volkswagen, GM, BRF, Natura, O Boticário e muitos outros.

6 dicas top para uma apresentação que convence.

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6 dicas top para
uma apresentação
que convence.

Não é sobre ter todas as pessoas do mundo olhando
para si. É sobre emoção e conquista dos seus objetivos.
É disso que fala um bom storytelling corporativo.

Quando a gente se pergunta, por que será que certas músicas fazem tanto sucesso?
Em geral, as respostas são múltiplas, mas certamente um ponto comum a todos os hits que você conhece é a capacidade de tocar um número enorme de pessoas, de se conectar de alguma forma com o que essas pessoas sentem ou pensam.

Com a criação de um storytelling poderoso o mesmo acontece. E aqui a gente mostra algumas dicas fundamentais para você chamar mais a atenção do seu público, engajar
de forma mais efetiva sua plateia e conseguir o resultado que espera.

1. Conte uma história.

Sobre o que você pretende falar? Junte todos os seus argumentos mais valiosos e construa um discurso que toque seu público onde ele é mais sensível a ser transformado pela sua mensagem.  Lembre-se: dados ou informações por si só não dizem nada, o que vale é o significado que trazem.

2. Humanize seu discurso.

Ninguém vai adotar seu ponto de vista, comprar sua ideia, produto ou serviço, se não acreditar no que você diz. Afinal, as pessoas não compram o que você vende, mas sim as crenças, valores e experiências que você oferece.

3. Defina seu público e objetivo.

Sua mensagem precisa ter um destinatário muito claro. Se não, vira bilhete em garrafa no mar. Mapeie quem é a sua plateia, que “dores” espera resolver com a sua história e o que esse público espera de você, e tenha claro em mente aonde você chegar com seu discurso. Só assim sua história vai ganhar força para ser persuasiva.

4. Estabeleça uma ideia central.

Tendo seu público e objetivos definidos, chegou a hora de dizer qual é a sua mensagem central, o que vai permear toda a construção da sua história e o que de fato vai transformar seu público. Ele deve concluir o entendimento da sua apresentação ficando com uma mensagem na cabeça. Conduza toda a sua argumentação para isso.

5. Comece estruturando o esqueleto.

Na hora da página em branco, vem a angústia de como começar. Para facilitar, puxe tudo
o que é importante. Dados, tabelas, pesquisas, relatórios, e-mails, coloque tudo “à mesa” e organize essa informação em blocos de pensamento para criar uma coerência de narrativa, ou ter um começo, meio e fim fluidos.

6. Finalize criando o apelo emocional.

Quando você tem todas as peças na mão, separadas em argumentos, fica mais fácil humanizar e buscar as conexões certas com a sua audiência, o que vai dar ritmo e movimento à sua história. E isso pode ser feito com perguntas provocativas ou retóricas onde seu produto ou serviço é a resposta, com destaques a números importantes, com chamadas que contenham palavras e termos vendedores.

Ao final, tenho certeza que o seu público vai querer saber mais sobre o que você está oferecendo e deixar de olhar para o celular ou relógio a cada minuto.

Por Cintya A Nunes
Colaboradora da Salamarela, redatora publicitária, produtora de conteúdo, storyteller ou, se preferir, contadora de histórias corporativas com finais felizes.


 

Cintya A. Nunes

Graduada em Comunicação com habilitação em Publicidade
e Propaganda pela ECA-USP.
Redatora Publicitária & Produtora de Conteúdo. 20 anos de experiência na área, trabalhando em agências dos mais variados perfis, sempre produzindo conteúdo, criando conceitos e colaborando com marcas e empresas a se comunicarem de forma eficiente com o seu público.
Clientes atendidos: Banco Itaú, Santander, Havaianas, Volkswagen, GM, BRF, Natura, O Boticário e muitos outros.